
Pessoas com transtorno bipolar tipo II costumam ficar fora dos estudos com psilocibina pelo risco de desestabilização do humor. Um ensaio clínico publicado em 21 de setembro de 2026 investigou 14 adultos durante um episódio depressivo. Todos receberam inicialmente 10 mg de psilocibina sintética; nove receberam depois 25 mg. O protocolo incluiu avaliação, preparação, apoio psicológico e acompanhamento por até 90 dias. Os sintomas depressivos diminuíram. Quatro participantes atingiram o critério de remissão após 10 mg. Entre os nove que receberam 25 mg, também houve redução expressiva na escala de depressão. Mas o estudo era pequeno, aberto e sem placebo. Não é possível separar o efeito da psilocibina das expectativas, do apoio recebido, da evolução natural do episódio ou da combinação desses fatores. Nas semanas seguintes, houve três acontecimentos psiquiátricos importantes: ideação suicida ativa, ideação suicida passiva e um episódio de hipomania. Todos foram resolvidos com suporte, mas a relação causal com a psilocibina permaneceu incerta. Tipo de estudo: ensaio clínico piloto, aberto, sem grupo de comparação e com escalonamento de dose. Mecanismo: não investigado diretamente. Estágio da evidência: evidência humana inicial. O resultado justifica estudos maiores e controlados, mas não demonstra eficácia nem sustenta uso independente ou mudança de conduta. Financiamento e conflitos: doação filantrópica anônima, apoio do NIH e psilocibina fornecida pelo Usona Institute. Um autor declarou consultorias para empresas do setor. Referências: Downey AE et al. J Clin Psychiatry. 2026;87(4):25m16227. DOI: 10.4088/JCP.25m16227. ClinicalTrials.gov: NCT05065294. Conteúdo informativo. Não representa indicação de uso nem substitui avaliação individualizada. Salve para acompanhar a ciência sem confundir resultado inicial com tratamento estabelecido. #radarlumina #ciênciapsicodélica #transtornobipolar #divulgaçãocientífica #institutoinnerlumina





